ESPECIALISTA FALA SOBRE A POSSIVEL QUEDA DE AVIÃO DA CHAPECOENSE

Com a ressalva de que ainda faltam muitos pontos a serem esclarecidos, especialista relaciona algumas das possibilidades para a queda do avião da Lamia na madrugada de terça-feira (29) próximo ao aeroporto José María Córdova, em Medellín (Colômbia). 

O avião, um Avro RJ-85 da companhia de voos fretados LaMia, levava o time da Chapecoense, jornalistas e convidados. A equipe jogaria nesta quarta (30) contra o Nacional, pela final da Copa Sul-Americana. O balanço mais recente feito pelas autoridades colombianas, na noite de terça, apontava que 71 pessoas morreram e seis pessoas sobreviveram. 

O avião se aproximava de Medellín quando, segundo a administração do aeroporto local, relatou ao controle de tráfego aéreo ter tido uma pane elétrica entre as cidades de Ceja e La Unión.

Segundo o site de monitoramento de voos Flight Radar 24, a última transmissão se deu à 0h55 (horário de Brasília), a 33 km do aeroporto. Mas os destroços foram encontrados a 17 km da pista, o que significa que o avião continuou a voar por algum tempo antes de cair.

Os sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Follman e Neto, o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Ximena Suarez e Erwin Tumiri.

As caixas-pretas foram encontradas entre os destroços, em perfeito estado. São dois gravadores que registram 1) as conversas da tripulação entre si e com o controle de tráfego aéreo e 2) o comportamento dos equipamentos da aeronave antes da queda. O equipamento será analisado pelos investigadores.

O avião, fabricado em 1999, era o único da frota da LaMía, uma empresa boliviana com autorização para realizar apenas voos fretados (não regulares).