POLICIA CIVIL AMEAÇA GREVE, SE TIVER TRATAMENTO DIFERENTE DAS PMS

Na tarde desta segunda-feira (19 de dezembro 2016), o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (SindipolMG), Denílson Martins, protocolizou um documento endereçado ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, no qual afirma que, se o Estado aderir ao projeto de renegociação da dívida com a União como ele está redigido, assim como os militares, os policiais civis também entrarão em greve.

O sindicalista disse que os policiais civis não aceitarão tratamento diferenciado em relação aos PMs. Ele disse que espera que o governador não assine os termos apresentados pelo governo federal.

“Está nas mãos dele: ou ele aceita que não vai negociar com o governo federal nas linhas que o governo federal está colocando ou vai ter uma ruptura institucional em Minas”, diz o presidente do sindicato, Denílson Martins. E mais: "Não aceitamos nenhuma forma de congelamento dos salários dos policiais. Nós não somos culpados pelo cadáver da corrupção e da incompetência que se instalou nesse país e nesse Estado. Nós que oferecemos segurança. Vamos reunir em assembleia geral. Se o governador pactuar com o projeto do governo federal, a paralisação é geral".  
           
Na avaliação do presidente do sindicato, o atual projeto corta direitos trabalhistas. "Uma medida muito pior que a reforma da previdência, que impõe limite de gastos. Não aceitamos mais tratamento diferenciado. Queremos as mesmas garantias que ele deu para a Polícia Militar", disse Martins em referência à reforma da previdência em que os militares exigem regras diferenciadas em relação aos servidores civis.