ALEXANDRE KALIL, PREFEITO DE BELO HORIZONTE IRÁ A PARADA GAY

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte contará com a presença do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

Alexandre Kalil, anunciou a criação da Coordenadoria dos Direitos da População LGBT de BH, órgão que será vinculado à Secretaria Municipal Adjunta de Direitos da Cidadania.

De acordo com a assessoria da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), e a secretária de Políticas Sociais, Maíra Colares, que também participou do encontro, o prefeito firmou um compromisso de apoiar institucionalmente a realização da Parada Gay e, também, de participar do evento, que acontecerá no dia 16 de julho deste ano. O decreto de Kalil oficializando a implantação da Coordenadoria foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira (17 de fevereiro).

A reunião em que foi feito o anúncio contou com a participação do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS/MG), da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT) e do Instituto Pauline Reichstul (IPR), que entregaram um documento com as principais reivindicações do movimento LGBT.



Entre nós, isso é uma conquista histórica e uma reivindicação histórica do nosso movimento. Desde 2008, quando tivemos o primeiro Fórum Municipal, a gente já falava da necessidade de uma coordenadoria, pois ela é a formalização de uma política pública para a nossa população”, explica o representante da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno.

Além disso, ele diz que toda a comunidade está vendo essa iniciativa com bons olhos, já que era uma luta antiga e que será concretizada. “Em menos de dois meses de governo, ele (Kalil) recebeu as entidades e atendeu de imediato a nossa reivindicação, que é a coordenadoria”, completa Magno.

A prefeitura ainda não informou quantas pessoas trabalharão na equipe e quais serão as suas primeiras ações. Além da coordenadoria, segundo Magno, a ABGLT também quer a implantação de um conselho, mas isso terá que ser levado à Câmara Municipal. “A gente quer um conselho para que haja participação popular e que o movimento possa dialogar, apontar políticas”, explica.